Introdução aos Transtornos de Ansiedade

Ansiedade

Ansiedade é uma emoção perfeitamente normal. Ela ocorre sempre que encaramos situações desafiadoras em nossas vidas, como na hora de sermos entrevistados para um novo emprego, ou quando realizamos um importante exame, como o ENEM.

Enquanto aguardamos, ou nos preparamos para eventos importantes, nossa mente passa a se preocupar com coisas que ainda não ocorreram, e estes pensamentos serão constantemente reforçados por nossa imaginação. Como consequência, nossos corpos irão experimentar uma série de mudanças que irão prepará-los para enfrentar esta futura “ameaça”.

A capacidade de previsão da espécie humana é uma de suas características fundamentais. Perceber uma ameaça e preparar-se para reagir sempre irá gerar algum grau de ansiedade. Todos nós com certeza já experimentamos emoções de insegurança, medo e angústia. A maneira como respondemos a uma situação estressante irá diferenciar o que é uma ansiedade considerada normal de um transtorno de ansiedade, que é um quadro de dor e desordem na vida de um indivíduo.

O Significado da Ansiedade

O significado original da palavra ansiedade de acordo com o termo grego “anshein” é estrangular, oprimir ou sufocar. Isto traduz com clareza os sintomas apresentados pelas pessoas com algum tipo de transtorno ansioso.

Os transtornos de ansiedade podem ter uma origem fisiológica, provocada por uma anomalia química cerebral ou hormonal, como também serem desencadeados por outros fatores, como uma alta carga diária de estresse, dificuldades financeiras, vulnerabilidade social, abusos de substâncias químicas, traumas de infância ou distúrbios de personalidade.

Por se tratar de uma emoção, a ansiedade é um quadro difícil de ser precisamente definido. Ela é um aviso que irá preparar uma pessoa para um desafio específico. É um estado cerebral ligado a percepção de situações ambientais potencialmente ameaçadoras, que irão possibilitar a identificação de um perigo e o seu grau de ameaça (potencial, distante ou iminente), e assim assumir comportamentos típicos de enfrentamento.

As alterações físicas e mentais geradas pela ansiedade visam aumentar nossas chances de sucesso diante de um desafio. Estas mudanças, quando exageradas e prolongadas, podem provocar várias patologias. Nestes casos, deixamos de encarar a ansiedade como uma reação normal do corpo humano, sendo necessária uma intervenção terapêutica.

A ansiedade é encarada como doença quando seus sentimentos são excessivos, desproporcionais, dolorosos e constantes, mesmo na ausência de uma ameaça real. O fato de não existir um momento exato em que a ansiedade passe a ser considera doença, torna a opção pela terapia algo um tanto arbitrária ou subjetiva.

Ansiedade Patológica

Como podemos definir o que é normal ou anormal em nossa mente? Com certeza, todos nós iremos apresentar um comportamento “estranho” em algum momento das nossas vidas, pois viver implica em estados emocionais variados, com mudanças e crises.

O que caracteriza um estado mental como patológico é o momento em que este estado assume o controle da vida de alguém. É quando o sofrimento emocional (ansiedade, desânimo, etc.) passa a ser preponderante, impedindo o indivíduo de viver plenamente. Neste quadro, ocorre uma perda de liberdade: a pessoa fica paralisada e sofrendo. Existe uma percepção generalizada de ameaça referente a um perigo indefinido e irreal. Para restaurar sua vida, o paciente precisará buscar algum tipo de apoio terapêutico.

Os sintomas dos transtornos de ansiedade são divididos de modo a facilitar o entendimento dos seus sinais:

Sintomas Emocionais: reações exageradas, tensão, inquietação, apreensão, opressão, desconforto subjetivo, preocupações diversas e exageradas, dificuldade para dormir, insegurança, irritabilidade, distração, falta de concentração, esquiva/fuga, sobressaltos, e previsões negativas.

Sintomas Físicos ou Somáticos: falta de ar, aceleração e intensificação dos movimentos respiratórios, taquicardia, dificuldade para engolir, náusea, boca seca e desconforto abdominal. Alguns sintomas são derivados da hiperventilação (tontura, vertigem, sensação de desmaio e dor no peito), e outros da tensão muscular excessiva (tremores, dores inespecíficas e generalizada, e espasmos musculares).

Tipos de Transtornos Ansiosos

Tipos de Transtornos Ansiosos

O termo transtornos de ansiedade compreende várias condições clínicas que evoluem de forma diferente e exigem tratamento específico. Entre elas, destacam-se: síndrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, estresse pós-traumático, estresse agudo, fobias específicas, fobias sociais e distúrbio obsessivo-compulsivo.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O TAG é uma patologia onde os sentimentos de ansiedade, tensão e preocupação assumem dimensões exageradas e permanentes, que vão provocar um forte desgaste psíquico no paciente. Este estado contínuo de angústia nem sempre será provocado por algum evento específico. Muitas vezes, o indivíduo sequer irá perceber a origem do seu transtorno.

Sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

Quem vivencia o transtorno de ansiedade generalizada sofre com preocupações exageradas e contínuas, dificuldades para adormecer, fadiga, tensões musculares, medos irracionais, mudanças de humor, falta de ar, irritabilidade, transpiração excessiva, problemas de concentração e refluxo gástrico. A Ansiedade Generalizada pode também estar relacionada ao surgimento de outros transtornos ansiosos, como: pânico, comportamentos compulsivos e fobias.

O transtorno de ansiedade generalizada é diagnosticado a partir da manifestação repetitiva dos seus sintomas, praticamente todos os dias da semana e por aproximadamente 6 meses, afetando de maneira negativa quase todos os aspectos da vida do paciente, ou seja: familiares, profissionais, amorosos, pessoais, e sua saúde.

Pânico

Uma pessoa com transtorno do pânico será alvo de bruscos sentimentos de angústia, desespero, percepção de tragédia iminente, medo da morte, medo de enlouquecer e perda de controle. As crises de pânico são repentinas e imprevisíveis, o que faz com que um paciente que sofra dessa desordem fique em permanente estado de alerta e preocupação, temeroso de quando uma nova crise acontecerá.

Sintomas do Pânico

São sintomas do transtorno do pânico: tremores, dor no peito, falta de ar, taquicardia, calafrios, sudorese, vertigens, enjoo, medo de morrer e perda de controle. Para ser diagnosticado com pânico, o paciente precisa ter pelo menos 4 dos sintomas listados. Durante as crises, eles irão surgir repentinamente, em menos de 10 minutos.

Reação Aguda ao Estresse

Constitui-se em uma situação temporária, não crônica, motivada pela permanência em condições fortemente estressantes, geradoras de desgaste físico ou mental. O aparecimento da reação aguda ao estresse é rotineiro em indivíduos que passaram por alguma forma de violência, como um assalto, ou por uma situação de estresse constante, como lares violentos, insatisfação no trabalho, ou problemas crônicos de saúde.

Sintomas da Reação Aguda ao Estresse

Os sintomas deste transtorno podem reduzir, ou até mesmo terminar após um curto período de manifestação. Porém, existe a possibilidade de que se torne um transtorno ansioso de maior gravidade, como o transtorno de ansiedade generalizada ou um transtorno do estresse pós-traumático. São seus sintomas a transpiração, ondas de calor, agitação, taquicardia, desorientação e aturdimento, e amnésia parcial.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Esse transtorno se manifesta em situações em que um indivíduo vivencia situações fortemente angustiantes e estressantes. Trata-se de um problema oriundo de situações de sequestro, acidentes ou perdas trágicas, estupro, guerras e desastres naturais. O paciente com estresse pós-traumático é afetado constantemente por pensamentos involuntários, ou pesadelos, que o fazem reviver uma situação traumática. As recordações aparecem vinculadas a ansiedade e angústia, similares às sensações da situação traumática vivida.

Essas lembranças terríveis fazem com que um paciente com TEPT desenvolva comportamentos de isolamento e prevenção com relação a tudo o que recorde seus momentos traumáticos. Alguns indivíduos sequer falam sobre o assunto, para não recorda-los. Uma vítima de violência, como um assalto, pode não mais querer sair da sua residência para evitar encontrar qualquer pessoa que lembre o agressor, como também teme que a situação traumática volte a repetir.

O TEPT se torna uma situação limitante, e por isso deve receber acompanhamento profissional, pois caso contrário poderá desenvolver ou piorar outros quadros de transtornos ansiosos, como fobias.

Sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Lembranças permanentes e involuntárias do evento traumático associadas com uma intensa sensação de aflição, estado contínuo de alerta, ideias suicidas, comportamentos de esquiva e retraimento, perda do prazer e da vontade de viver, insônia, e o acréscimo de outros transtornos ansiosos ou da depressão.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O TOC é caracterizado por pensamentos, ideias e imagens indesejadas (obsessões) que levam a comportamentos repentinos, exagerados e repetitivos (compulsões). O individuo fica totalmente incapaz de controlar ou expulsar estes pensamentos obsessivos, provocando intensa aflição e ansiedade.

Sintomas do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

A ocorrência do transtorno obsessivo compulsivo é elevada. Essa patologia é mais comum do que se imagina, acometendo milhões de indivíduos. As compulsões que mais se manifestam são: mania excessiva pela limpeza, como tomar banho ou lavar as mãos exageradamente; verificar repetidamente se executou determinada ação (tal como trancar a porta, apagar o fogo e desligar interruptores); arrumar repetidamente um ambiente (com uma ordem e simetria entre os objetos); rituais mentais que diminuam o mal-estar provocado por pensamentos inaceitáveis e obsessivos, como a ideia de ferir a esposa ou um filho.

Fobias

Fobias

Os transtornos fóbico-ansiosos, simplesmente conhecidos como fobias, compõe um grupo de transtornos mentais caracterizados por intensa ansiedade e pelo estado de medo incontrolável e limitante. Eles são provocados por animais, objetos e situações que geralmente não oferecem qualquer ameaça real.

Como a ansiedade, o medo é um sentimento comum e muitas vezes necessário, que faz parte do instinto de sobrevivência do homem. É o medo que nos impele a defesa e nos resguarda dos perigos. Fobia é um temor excessivo e irracional, que restringe a vida do paciente, bem como facilita o surgimento de outros problemas emocionais, como a depressão.

O indivíduo com ansiedade fóbica sofre de extremo desconforto e angústia diante de objetos/situações que lhe provocam medo e ansiedade, sendo os mesmos evitados a todo custo. Estes sintomas podem adquirir grandes proporções, levando o paciente a uma sensação insustentável e limitante de pavor, mesmo quando o perigo é negado por outras pessoas.

Tipos de Transtornos Fóbico-Ansiosos

A fobia é um transtorno em que uma situação ou objeto específico desencadeia ansiedade patológica e medo. Ela apresenta três variações, a saber: agorafobia, fobia social e fobias específicas.

Todos os transtornos fóbicos podem acarretar ansiedade antecipatória, ou seja, diante da simples possibilidade de uma reação fóbica acontecer, os sintomas começam a aflorar e provocar comportamentos de fuga e esquiva.

Agorafobia

Este transtorno costuma ocorrer normalmente em pessoas com pânico. Definimos agorafobia como medo e preocupação de andar pela rua, sair sozinho, vivenciar espaços abertos e ambientes públicos. O agorafóbico possui o medo de perder o controle em público, medo de ficar desprotegido, de ninguém o socorrer caso necessite, e de não conseguir escapar em uma emergência. Nos casos relacionados com pânico, a pessoa se sente preocupada com a hipótese de ter crises públicas e assim ficar constrangida.

O comportamento agorafóbico pode ser confundido com fobia social ou outras modalidades de fobias específicas, como o temor de lugares fechados, sendo fundamental ocorrer um cuidadoso processo de diagnóstico.

Sintomas da Agorafobia

De acordo com as recomendações do DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais), o principal critério para se diagnosticar a agorafobia é uma forte sensação de medo ou ansiedade, motivada por duas (ou mais) das cinco situações aqui relacionadas: utilizar qualquer espécie transporte público; permanecer em uma multidão; ficar em espaços abertos; ficar em locais fechados; sair desacompanhado de casa.

Os sentimentos fóbicos são disparados pela ideia de que pode ser difícil sair de algum lugar ou de se pedir socorro, como também se sentir constrangido em público. As situações agorafóbicas quase sempre desencadeiam as mesmas reações ansiosas. A pessoa desenvolve comportamentos evitativos em tais situações, ou necessita de uma companhia para superá-las.

O medo desproporcional, ansiedade e fuga costumam durar mais de seis meses, causando intenso sofrimento e comprometendo o desempenho funcional em diversas áreas da vida do paciente.

Transtorno Fóbico Social

A fobia social, ou transtorno de ansiedade social, caracteriza-se pelo temor de se expor para outras pessoas. A experiência social de um paciente com este transtorno fica totalmente prejudicada, já que passa a evitar a permanência em público, incluindo simples encontros de amigos, o que pode mantê-lo extremamente isolado.

O transtorno de ansiedade social pode ocorrer apenas em momentos específicos, como quando o paciente fala em público ou alimenta-se diante de outras pessoas. Ele também pode ser abrangente, caracterizando uma fobia social generalizada. Nessa situação, os comportamentos evitativos são relacionados principalmente ao pânico de se sentir humilhado ou constrangido publicamente.

Durante a infância, a angústia dos pais em comparecer a eventos sociais pode ser assimilada e potencializada pelos filhos. O paciente com transtorno fóbico social sofre com a hipótese de se tornar alvo de observações e avaliações, bem como teme críticas e julgamentos.

Hoje, a fobia social é considerada um dos tipos mais comuns de transtornos de ansiedade. Apenas 5% dos fóbicos sociais procuram acompanhamento especializado, já que muitos não encaram o problema como uma desordem mental, ou o confunde com timidez ou traço de personalidade.

Várias outras desordens emocionais podem aparecer em combinação com a fobia social: distimia, pânico, agorafobia, depressão, TAG – transtorno de ansiedade generalizada, TOC – transtorno obsessivo compulsivo e alcoolismo. Quando a fobia social é combinada com TAG e depressão existe a possibilidade de suicídio.

Sintomas do Transtorno Fóbico Social

Se caracteriza por forte medo ou ansiedade em relação às situações sociais ou de desempenho, que envolvam possível avaliação de outras pessoas.

Outros sintomas: evitar situações sociais ou enfrenta-las com forte dificuldade; temor de demonstrar os sintomas de ansiedade; os sintomas surgem em quase todas as ocasiões sociais; reações ilógicas e desproporcionais.

Na infância os problemas são apresentados em interação com outras crianças e diante de adultos. A criança costuma permanecer excessivamente junto da mãe ou de um familiar próximo.

Os sintomas se apresentam por pelo menos seis meses

Fobia Específica

Este é o tipo de fobia mais comum. As fobias específicas geralmente envolvem procedimentos médicos, animais, natureza e ambientes restritos. Exemplos: acrofobia - medo de altura; ablutofobia – medo de banho; alectorofobia - medo de galinhas; aracnofobia - medo de aranhas; automatonofobia - medo de bonecos de ventríloquo; catsaridafobia - medo de baratas; cinofobia - medo de cachorros; claustrofobia - medo de lugares fechados; coulrofobia – medo de palhaços; escotofobia: medo de escuro; glossofobia - medo de falar em público; hematofobia - medo de sangue; odontofobia - medo de dentistas.

Apesar de não exigerem uma causa precisa, os transtornos fóbicos específicos podem estar relacionados ao histórico familiar, a traumas ou dificuldades enfrentadas durante a vida. Muitas dessas desordens acontecem na infância, durante eventos traumáticos que se prolongam até a fase adulta. Uma criança que foi atacada por um cão, pode desenvolver uma aversão intensa a cachorros.

Sintomas da Fobia Específica

Medo intenso diante de um objeto ou situação específica. Na infância, os sintomas são apresentados através de crises de choro, imobilidade e raiva. As reações são desproporcionais ao perigo real. O objeto ou situação da fobia sempre provoca reações sintomáticas imediatas, sendo sempre evitado ou enfrentado com intenso sofrimento.

Os sintomas são persistentes e se manifestam por pelo menos seis meses.

A Ansiedade está Realmente Crescendo?

A Ansiedade está Realmente Crescendo?

Segundo o psicólogo britânico Daniel Freeman, em algum momento da vida, 20% das mulheres e 8% dos homens apresentarão distúrbios de ansiedade, sendo que essas crises persistirão por seis meses ou mais.

Para a OMS - Organização Mundial da Saúde (02/2017), os transtornos mentais geram perdas de US$ 1 tri por ano para a economia global. O Brasil é a nação com a mais elevada taxa de indivíduos com transtornos de ansiedade no mundo, e o quinto em casos de depressão. Segundo o estudo, 9,3% dos brasileiros têm algum distúrbio de ansiedade. Pesam nesse cenário fatores socioeconômicos (pobreza e desemprego) e ambientais (estilo de vida nas grandes cidades).

Conheça o estudo completo da OMS clicando aqui.

A incidência do transtorno de ansiedade em mulheres é maior por uma conjunção de fatores biológicos e culturais. A gravidez, menopausa e o ciclo menstrual provocam alterações hormonais que podem naturalmente causar esse transtorno. Elas também possuem uma maior incidência de problemas na tireoide, que é encarregada de produzir hormônios. Por outro lado, os homens tendem a resistir a procurar de assistência médica e/ou expressar seus sintomas, acarretando um menor número de diagnósticos.

É imprudente afirmar que hoje sejamos mais ansiosos do que no passado, pois não existem muitos indicadores e pesquisas anteriores que sejam amplas e confiáveis. Talvez tenham existidos outros tipos de transtornos mentais preponderantes no passado, ou provavelmente os diagnósticos atuais sejam mais corretos, e as pessoas tenham hoje um maior acesso a assistência médica.

Diagnóstico dos Transtornos de Ansiedade

Diagnóstico dos Transtornos de Ansiedade

W. Levinson e C. Engel desenvolveram um questionário médico para auxiliar no diagnóstico dos transtornos de ansiedade. Faça você mesmo uma rápida avaliação:

a) Ansiedade Generalizada:

Você se considera uma pessoa nervosa? Fica permanentemente preocupado? Permanece tenso ou tem grande dificuldade de relaxar?

b) Distúrbio de Pânico:

Você já sentiu um ataque repentino de taquicardia ou medo intenso e paralisante? Já sentiu fortes e insuportáveis crises de ansiedade ou nervosismo, que levaram você a temer ficar louco ou morrer repentinamente? Alguma coisa parece disparar essas crises?

c) Agorafobia:

Você já faltou a compromissos importantes por medo de permanecer em espaços abertos?

d) Fobia Social:

Você se considera uma pessoa que têm medo exagerado de ser observada ou avaliada por outros indivíduos? Também faz o que for possível para não comer, falar ou escrever na frente de outras pessoas, temendo ficar constrangido?

e) Fobia Específica:

Várias pessoas possuem medo incontrolável de altura, avião, elevador, animais e insetos. Você tem alguma desses medos?

f) Obsessão:

Certos indivíduos são invadidos por pensamentos tolos, desagradáveis ou atemorizadores que se repetem constantemente, como: temer ferir uma pessoa querida, sofrer exageradamente por temer que algo ruim possa acontecer a um ente querido, angustiar-se por somente pensar que possa um dia gritar obscenidades em público, fazer gestos impróprios na presença de outras pessoas, ou temer contaminar-se com germes mortais. Alguma coisa assim já perturbou você?

g) Compulsão:

Algumas pessoas ficam muito perturbadas quando não conseguem verificar repetidamente se o forno está desligado, a porta está fechada, os documentos estão no bolso, e as luzes estão apagadas. Outras lavam as mãos a cada 10 minutos, ou contam sem parar. Algo semelhante tem perturbado você?

h) Estresse Agudo e Estresse Pós-Traumático:

Você já vivenciou algum acontecimento traumático, no qual percebeu que haviam vidas em perigo? Ou já viu alguma pessoa nessa situação? Como você reagiu a este quadro?

Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

Os distúrbios ansiosos podem ter uma causa biológica, provocada por uma anomalia química do cérebro ou por problemas hormonais; como também podem ser desencadeados por vários fatores externos, como uma grande carga de estresse diário, problemas financeiros, vulnerabilidade social, traumas de infância, transtornos de personalidade, e o uso abusivo de substâncias como cafeína, álcool e nicotina.

Infelizmente, apesar dos sintomas serem persistentes, na maioria das vezes esta doença acaba não sendo tratada, ou seu tratamento é feito tardiamente.

Medicamentos

Por terem diversas causas e características, os transtornos de ansiedade costumam ser difíceis de diagnosticar com precisão. Esta dificuldade faz com que os médicos se concentrem no tratamento e controle dos seus sintomas, através de medicamentos de uso restrito. Os ansiolíticos, remédios para o controle da ansiedade, são amplamente consumidos pelos brasileiros.

Os casos com sintomas leves, recentemente instalados e com pequena influência nas atividades rotineiras, podem ser tratados por meios alternativos a intervenção medicamentosa, como a hipnose clínica e a psicoterapia. Estas terapias são também indicadas para os casos mais graves, porém empregadas como tratamentos complementares, pois hoje existem medicamentos bastantes eficazes para tratar os distúrbios de ansiedade graves. Cabe lembrar, que o uso de antidepressivos e ansiolíticos devem obrigatoriamente seguir orientação médica.

O tratamento farmacológico costuma ser prolongado. Geralmente é mantido por seis a doze meses, contados a partir do desaparecimento dos sintomas, e depois é descontinuado em doses decrescentes. Em casos especiais, a medicação pode até ser mantida por muito mais tempo.

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Rivotril tem como princípio ativo o Clonazepam, responsável por causar uma leve inibição do sistema nervoso central, que conduz a uma ação anticonvulsivante, levemente sedativa, relaxante muscular e tranquilizante. O Rivotril é empregado no tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo um dos medicamentos mais vendidos no Brasil.

Psicoterapia

Psicoterapia é um termo utilizado para descrever um processo de tratamento dos distúrbios psicológicos e angústia mental. Dependendo do método empregado pelo terapeuta, uma grande variedade de técnicas e de estratégias podem ser usadas. A terapia cognitivo-comportamental costuma ser empregada nos transtornos de ansiedade.

O tempo de duração de uma psicoterapia varia de pessoa para pessoa, e por esse motivo não existe um período pré-determinado para o paciente receber a alta. As psicoterapias breves, indicadas para questões pontuais, como luto ou divórcio, costumam envolver um intervalo de tempo entre 3 meses e 1 ano, não sendo incomum este prazo ser estendido.

Hipnose Clínica ou Hipnoterapia

A hipnose pode ser definida como um estado de concentração profunda. Realizada por um profissional habilitado, a hipnoterapia auxilia o paciente a encontrar a origem dos seus problemas emocionais, como também o ajuda a lidar com seus comportamentos e emoções do presente, sendo eficaz em ambas as abordagens. Ela é uma opção de tratamento na qual os resultados positivos costumam aparecer em um curto período de tempo. É por esse motivo que a hipnose clínica é também conhecida como terapia breve.

A hipnose clínica pode ser utilizada no tratamento de vários problemas emocionais, especialmente os relacionados aos transtornos de ansiedade. Quando empregada de forma complementar a outras terapias, a hipnoterapia ajuda a potencializar seus resultados, de maneira totalmente natural e segura.

Adolfo Brum Hipnoterapeuta - Vídeo sobre Hipnoterapia

A terapia por hipnose é personalizada conforme as características de cada pessoa. Por esse motivo, a primeira sessão é sempre uma avaliação, conhecida como anamnese. Durante esta consulta, o paciente terá a oportunidade de tirar todas as suas dúvidas com relação a hipnoterapia e o seu tratamento.

Saiba mais a respeito da hipnose clínica clicando aqui.

Terapias Naturais

Práticas como o mindfulness (um tipo de meditação), já são empregadas nos EUA e na Europa a muitos anos. Yoga, meditação, acupuntura, musicoterapia, Reiki, e várias outras terapias alternativas são vistas como opções válidas para o tratamento auxiliar dos transtornos ansiosos.

Mudança de Hábitos

Algumas mudanças de atitudes podem ajudar a combater os efeitos dos transtornos de ansiedade.

Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e aminoácidos, como o triptofano, irá favorecer a produção de serotonina, o neurotransmissor responsável por regular o humor. São alimentos ricos em triptofano: proteínas (peru, peito de frango, peixe, ovos, etc.), banana, chocolate meio amargo, abacate, nozes, queijo, batata e beterraba.

É também aconselhável evitar alimentos que elevem o cortisol (o hormônio do estresse). Alimentos com alto índice glicêmico, como açúcar e carboidratos refinados devem ser evitados, pois elevam o nível do cortisol na corrente sanguínea.

A prática de atividades físicas também contribui positivamente para o tratamento dos distúrbios de ansiedade, já que estimula a produção de um importante neurotransmissor: a endorfina, conhecida por proporcionar relaxamento e bem-estar. A endorfina é considerada como um analgésico natural, promotor de estados de euforia. Além dos exercícios físicos, cantar e dançar favorecem o aumento das endorfinas no organismo, e por consequência reduzem a sensação de ansiedade.

A oxitocina é o mais importante dos neurotransmissores. Ela é considerada o hormônio dos vínculos afetivos. É fácil perceber o valor dos laços emocionais para a saúde mental. Uma pessoa criada sem afeto ou em relacionamentos frágeis tem uma maior chance de apresentar desordem emocional e desajuste social. Os vínculos emocionais proporcionam uma sensação de bem-estar e segurança.

A última mudança de atitude que você deve por em prática para o tratamento da ansiedade é a definição de objetivos. Cumprir metas de curto prazo é uma atividade extremamente benéfica para o bem-estar emocional, pois faz o corpo produzir mais dopamina.

A dopamina é o hormônio que está associado aos sentimentos de amor, prazer, autorrealização e motivação. Ela é ativada quando atingimos algum objetivo. A sensação de vitória e dever cumprido é uma das chaves para acionar a dopamina, e se reflete na elevação do bem-estar.

Definir pequenas metas, alcança-las e comemorar estas conquistas são uma ação comportamental efetiva no tratamento dos distúrbios de ansiedade.

Sobre esta Página

A página Transtornos de Ansiedade foi criada pelo site Planejamento de Vendas e Adolfo Brum com o objetivo de divulgar informações sobre a ansiedade, seus distúrbios, e de como ela pode afetar de forma dramática a vida profissional e pessoal de um indivíduo. Ela apresenta uma visão resumida sobre o problema, sendo fundamental para um correto diagnóstico buscar atendimento médico.

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